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Camapuã: Homem perde R$ 7,3 mil após clicar em link enviado por amigo no celular

on sex, 12/06/2026 - 10:23
sexta-feira, 12 Junho, 2026 - 10:15

Um homem de 46 anos foi vítima de um golpe de fraude eletrônica na última quarta-feira (10) e teve um prejuízo superior a R$ 7 mil em Camapuã (a 140 km de Campo Grande). Os criminosos utilizaram o acesso ao celular da vítima para raspar o saldo de sua conta corrente e contratar um empréstimo fraudulento, convertendo o montante imediatamente em criptomoedas. 

O caso foi registrado na manhã desta quinta-feira (11) na Delegacia de Polícia Civil do município e expõe a vulnerabilidade de usuários diante de táticas de engenharia social e infecção por vírus em dispositivos móveis. 

Segundo o boletim de ocorrência, o golpe teve início por volta das 10h30 da quarta-feira, quando o homem recebeu uma mensagem de texto de um amigo contendo um endereço eletrônico. Ao clicar no link, o aparelho celular desligou e reiniciou sozinho segundos depois. Ao longo do dia, o comportamento anômalo do dispositivo se repetiu por diversas vezes, o que acendeu o alerta na vítima. 

Às 17h20, ao acessar o aplicativo de sua instituição financeira, o homem constatou que R$ 1.367,40 haviam sumido de sua conta corrente. Ao checar o extrato detalhado, descobriu que os fraudadores também haviam contratado, sem sua autorização, um empréstimo pré-provado no valor de R$ 5.918,00. 

De acordo com as investigações preliminares, a soma dos valores — totalizando R$ 7.285,40 — foi utilizada pelos criminosos em uma operação de compra de ativos digitais (criptomoedas), estratégia frequentemente adotada por organizações criminosas para pulverizar o dinheiro e dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle financeiro. 

Os golpistas ainda tentaram efetuar outras transações comerciais utilizando cartões de crédito e débito vinculados à conta da vítima, mas os mecanismos de segurança do banco recusaram as operações subsequentes. 

O registro policial foi feito para fins bancários e salvaguarda jurídica da vítima, que tenta reaver os valores junto à instituição financeira. O caso foi classificado como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. 

Idest